Arraial do Cabo II - A Missão
A segunda viagem de 2006, logo no início de fevereiro, foi um repeteco da primeira, com um gosto diferente porque conseguimos nos desvencilhar da multidão q frequenta a Região dos Lagos no verão.
Éramos um grupo enorme: Gabi, Gi, Hérica, Wally, Ju, Vivi, Marquinhos, Adriana e casal de amigos, o brother Darren e os hermanos Paula, Pablo, Juan Pablo e Sol. Mil desculpas se esqueci alguém!
Alugamos várias casinhas num lugar lindo chamado Casa da Pedra (www.casadapedra.com.br), todas de frente para o mar, perto do Pontal do Atalaia. O precinho foi bastante justo e o único porém (tem q ter um porém, se não fica sem graça) foi a afirmação do locador de que cada casa tem 4 ou 5 camas... Não tem, não! Cada uma tem uma cama de casal e uns sofás para anões ou crianças (pequenas!). Tudo bem, pra tudo na vida se dá um jeito e a gente se acomodou.
Além do visual de filme, tivemos a grata surpresa de observar das nossas varandas uma tartaruga q mora pelas pedras e um, pasmem, submarino de passagem!!! Não perguntem! Não faço idéia do que um submarino fazia por ali.
Outra surpresa é que as águas de Arraial, normalmente geladas, estavam super calientes! Deu pra gente nadar muito, boiar horas e deitar na beira d’água feito corpo estendido na areia chamando a atenção de criancinhas mais curiosas (não é, Gi??).
Um dia fomos à Prainha, com águas verde esmeralda, e lá ficamos o dia todo lagartixando. Devemos agradecimentos especiais a Wally q gentilmente cuidou para que nosso suprimento de cerveja e belisquetes não fosse interrompido jamais e, de minha parte, à Gabi, q me ajudou a subir a pirambeira entre a praia e a estrada (é q fiquei cegueta depois de perder as duas, as DUAS, lentes de contato).
Outro dia, voltamos à Prainha, dessa vez de escuna! Esse passeio entrou pra história pq quase teve briga de galera... Mais de uma!
Bom, tudo começou com as negociações com os barqueiros locais. O pessoal da escuna nos convenceu que pelas condições do mar (e tb por causa de umas caipis for free...) seria melhor irmos com eles. Acontece que um dos pontos chave do negócio era que não tocassem, em hipótese alguma, funk e axé. Sorry a quem gosta, mas passeio de barco com amigos no paraíso não tem nada a ver com esses ritmos tão populares no momento. Negócio fechado, embarcamos.
Meia hora de viagem e... FUNK! A gente tentou levar um pouco só q depois de nos servirem umas caipirinhas bem aguadas e quentes, bateu revolta e reclamamos da seleção musical. Pronto, aí ficou um climão com a galera q tava gostando e ficamos trocando farpas indiretas, através de comentários feitos em tom mais alto. Na ida, vencemos a parada, mas na volta a gente já não tinha forças e deixou pra lá...
Outro episódio memorável desse passeio foi a visita à bela Praia do Farol. A escuna parou a uns 200 m de lá e os mais aventureiros decidiram desembarcar a nado, sem esperar pelo bote. Toda viagem tem um sem noção, pois bem, essa não fugiu à regra, mas a falta de bom senso quase acabou em tragédia. Uma figura de meia idade, gorducha e bêbada pulou na água e ao chegar na areia ficou estirada, lembrando baleias e golfinhos encalhados. Gabi, nossa médica solícita e dedicada, se prontificou a prestar a assistência possível naquelas circunstâncias, mas foi a única, porque a família do cara ficou fazendo piadinhas, dizendo q ele estava só cansado, ao passo que os barqueiros picaram a mula (i.e. o bote) e voltaram pra escuna pra não levar multa da marinha (e dane-se se fosse um infarto...).
Bom, como não sou médica, nem parenta, nem amiga, nem tinha como ajudar em nada, subi as dunas com Gi e brother. Depois de olhar a vista maravilhosa - FAROFA!!! Resolvemos rolar duna abaixo!!! Chegamos ao final ralados, bem bife à milanesa e... felizes!!! Pena q não registramos o momento com fotos! Hummm, talvez tenha sido melhor... Micão! Pra tirar a areia, ainda fizemos snorkeling! Bons momentos.
Voltando ao borracho, mal pude acreditar ao vê-lo recuperado, no bote, a caminho da escuna! Todos ficaram aliviados por não ter q navegar com um defunto, mas isso só até o momento de passar do bote à escuna, quando quase cometemos um assassinato. Eis que a mala se levanta sacudindo o bote todo, começa a agarrar cordas, escada, se apoiar nos outros até que sentou, literalmente, na cabeça da Ju. Foi a gota d’água e o discurso da Ju foi um dos melhores que já ouvi. O melhor trecho? “Já não basta a gracinha q fez antes? Vai querer bancar o herói de novo? Não tem vergonha, não?” Ficou todo mundo pianinho. Valeu, Ju. Só pra usar uma palavrinha mais erudita, o sujeito era ignóbil!
Teve também o dia do por do sol no Pontal do Atalaia. Dessa feita não teve tanto engarrafamento. Em compensação... Um pessoal resolveu que o momento tinha a ver com funk... É, funk marcou nossa viagem. Gi, com meu humilde apoio e cheia de atitude, argumentou: “Poxa gente, a gente tá aqui pra curtir o visual, ver o por do sol na maior paz, e a música alta atrapalha, não tem nada a ver... Dá pra vocês abaixarem o som um pouquinho?” Nada como ser fofa ao invés de enfiar o pé na porta. Os caras diminuiram os decibéis e ficamos bem.
Mais alguns momentos memoráveis: Gi no melhor estilo mil e uma noites; Darren respondendo “Bia is in the shower” à pergunta “Do you want beer?”; a galera dançando nos sofás; Vivi enrolada no edredon, parecendo a rena do nariz vermelho, tudo pra não perder a festa; Pablo e sua creche; o macarrão feito a prestações que levou quase a noite inteira pra matar a fome da galera; e a sequência de fotos das meninas – sérias, fazendo bico, de óculos, olhando pro além, etc.
Aquele fim de semana valeu por 15 dias de férias!
Éramos um grupo enorme: Gabi, Gi, Hérica, Wally, Ju, Vivi, Marquinhos, Adriana e casal de amigos, o brother Darren e os hermanos Paula, Pablo, Juan Pablo e Sol. Mil desculpas se esqueci alguém!
Alugamos várias casinhas num lugar lindo chamado Casa da Pedra (www.casadapedra.com.br), todas de frente para o mar, perto do Pontal do Atalaia. O precinho foi bastante justo e o único porém (tem q ter um porém, se não fica sem graça) foi a afirmação do locador de que cada casa tem 4 ou 5 camas... Não tem, não! Cada uma tem uma cama de casal e uns sofás para anões ou crianças (pequenas!). Tudo bem, pra tudo na vida se dá um jeito e a gente se acomodou.
Além do visual de filme, tivemos a grata surpresa de observar das nossas varandas uma tartaruga q mora pelas pedras e um, pasmem, submarino de passagem!!! Não perguntem! Não faço idéia do que um submarino fazia por ali.
Outra surpresa é que as águas de Arraial, normalmente geladas, estavam super calientes! Deu pra gente nadar muito, boiar horas e deitar na beira d’água feito corpo estendido na areia chamando a atenção de criancinhas mais curiosas (não é, Gi??).
Um dia fomos à Prainha, com águas verde esmeralda, e lá ficamos o dia todo lagartixando. Devemos agradecimentos especiais a Wally q gentilmente cuidou para que nosso suprimento de cerveja e belisquetes não fosse interrompido jamais e, de minha parte, à Gabi, q me ajudou a subir a pirambeira entre a praia e a estrada (é q fiquei cegueta depois de perder as duas, as DUAS, lentes de contato).
Outro dia, voltamos à Prainha, dessa vez de escuna! Esse passeio entrou pra história pq quase teve briga de galera... Mais de uma!
Bom, tudo começou com as negociações com os barqueiros locais. O pessoal da escuna nos convenceu que pelas condições do mar (e tb por causa de umas caipis for free...) seria melhor irmos com eles. Acontece que um dos pontos chave do negócio era que não tocassem, em hipótese alguma, funk e axé. Sorry a quem gosta, mas passeio de barco com amigos no paraíso não tem nada a ver com esses ritmos tão populares no momento. Negócio fechado, embarcamos.
Meia hora de viagem e... FUNK! A gente tentou levar um pouco só q depois de nos servirem umas caipirinhas bem aguadas e quentes, bateu revolta e reclamamos da seleção musical. Pronto, aí ficou um climão com a galera q tava gostando e ficamos trocando farpas indiretas, através de comentários feitos em tom mais alto. Na ida, vencemos a parada, mas na volta a gente já não tinha forças e deixou pra lá...
Outro episódio memorável desse passeio foi a visita à bela Praia do Farol. A escuna parou a uns 200 m de lá e os mais aventureiros decidiram desembarcar a nado, sem esperar pelo bote. Toda viagem tem um sem noção, pois bem, essa não fugiu à regra, mas a falta de bom senso quase acabou em tragédia. Uma figura de meia idade, gorducha e bêbada pulou na água e ao chegar na areia ficou estirada, lembrando baleias e golfinhos encalhados. Gabi, nossa médica solícita e dedicada, se prontificou a prestar a assistência possível naquelas circunstâncias, mas foi a única, porque a família do cara ficou fazendo piadinhas, dizendo q ele estava só cansado, ao passo que os barqueiros picaram a mula (i.e. o bote) e voltaram pra escuna pra não levar multa da marinha (e dane-se se fosse um infarto...).
Bom, como não sou médica, nem parenta, nem amiga, nem tinha como ajudar em nada, subi as dunas com Gi e brother. Depois de olhar a vista maravilhosa - FAROFA!!! Resolvemos rolar duna abaixo!!! Chegamos ao final ralados, bem bife à milanesa e... felizes!!! Pena q não registramos o momento com fotos! Hummm, talvez tenha sido melhor... Micão! Pra tirar a areia, ainda fizemos snorkeling! Bons momentos.
Voltando ao borracho, mal pude acreditar ao vê-lo recuperado, no bote, a caminho da escuna! Todos ficaram aliviados por não ter q navegar com um defunto, mas isso só até o momento de passar do bote à escuna, quando quase cometemos um assassinato. Eis que a mala se levanta sacudindo o bote todo, começa a agarrar cordas, escada, se apoiar nos outros até que sentou, literalmente, na cabeça da Ju. Foi a gota d’água e o discurso da Ju foi um dos melhores que já ouvi. O melhor trecho? “Já não basta a gracinha q fez antes? Vai querer bancar o herói de novo? Não tem vergonha, não?” Ficou todo mundo pianinho. Valeu, Ju. Só pra usar uma palavrinha mais erudita, o sujeito era ignóbil!
Teve também o dia do por do sol no Pontal do Atalaia. Dessa feita não teve tanto engarrafamento. Em compensação... Um pessoal resolveu que o momento tinha a ver com funk... É, funk marcou nossa viagem. Gi, com meu humilde apoio e cheia de atitude, argumentou: “Poxa gente, a gente tá aqui pra curtir o visual, ver o por do sol na maior paz, e a música alta atrapalha, não tem nada a ver... Dá pra vocês abaixarem o som um pouquinho?” Nada como ser fofa ao invés de enfiar o pé na porta. Os caras diminuiram os decibéis e ficamos bem.
Mais alguns momentos memoráveis: Gi no melhor estilo mil e uma noites; Darren respondendo “Bia is in the shower” à pergunta “Do you want beer?”; a galera dançando nos sofás; Vivi enrolada no edredon, parecendo a rena do nariz vermelho, tudo pra não perder a festa; Pablo e sua creche; o macarrão feito a prestações que levou quase a noite inteira pra matar a fome da galera; e a sequência de fotos das meninas – sérias, fazendo bico, de óculos, olhando pro além, etc.
Aquele fim de semana valeu por 15 dias de férias!






